A Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) intensificou, em abril, sua agenda internacional com foco na abertura de mercados para a genética suína brasileira. Ao longo do mês, foram realizadas reuniões com adidos do Vietnã, Austrália, Filipinas e México, com encaminhamentos técnicos e institucionais para avanço das negociações.
Vietnã inicia tratativas institucionais
Durante reunião com a adida, houve sinalização de interesse em avançar com a demanda brasileira. A representante indicou que iniciará o contato com autoridades vietnamitas e solicitou o envio de informações institucionais da ABEGS para dar sequência às tratativas.
Austrália reconhece pontecial genético brasileiro
O adido agrícola do país indicou que apesar da barreira sanitária rigorosa para a carne suína, o país reconhece que a evolução da genética suína brasileira está décadas mais avançada que a australiana.
Durante a agenda, foram apresentados detalhes de produção do Brasil, bem como a infraestrutura da Estação Quarentenária de Cananeia e o funcionamento das Granjas de Reprodutores de Suínos Certificada (GRSC).
A expectativa é aguardar uma sinalização do representante para formalizar o pedido de abertura.
Filipinas avançam na etapa técnica
Em reunião com a adida do país, foram informados à ABEGS os requisitos para importação de material genético. Entre eles estão a acreditação do sistema brasileiro, detalhando como funciona o sistema oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para genética suína; um convite oficial da Pasta para uma missão oficial do país ao Brasil e o preenchimento de questionários técnicos.
O processo deve ser conduzido de forma integrada com outras cadeias produtivas.
Também foi indicada a importância de participação presencial em eventos no país, após o envio da documentação técnica, como parte da estratégia de aproximação com autoridades e setor produtivo local.
Setor brasileiro retoma diálogo com México
Durante agenda, a representante no México sinalizou que a genética bovina está avançando e há um interesse do país em trazer a mesma evolução para a suinocultura nacional.
Como estratégia de aproximação do setor produtivo local, o Brasil deve participar de eventos no país para dialogar com empresas de genética.
Próximos passos
De acordo com o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, a associação seguirá acompanhando os processos técnicos junto ao MAPA e às autoridades internacionais. “Estamos construindo, com base técnica e diálogo institucional, caminhos sólidos para ampliar nossa presença global. A abertura de mercados é um processo estratégico e contínuo, e a ABEGS segue comprometida em apoiar o setor na consolidação do Brasil como referência mundial em genética suína.

