Durante primeira assembleia do ano, entidade define agenda estratégica para o setor de genética suinícola
A Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) realizou sua primeira assembleia de 2026, na última semana do mês de março, em formato online. A agenda teve o intuito de apresentar as principais pautas que irão nortear a atuação da entidade ao longo do ano. O encontro reuniu empresas associadas para alinhamento institucional e discussão de temas prioritários para a genética suinícola.
Para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, o alinhamento das pautas com as associadas é fundamental para fortalecer a atuação institucional. “A construção das agendas de forma conjunta garante mais eficiência nas ações da ABEGS e fortalece a nossa representatividade. Para 2026, estamos trabalhando com foco em pilares essenciais para ampliar a competitividade do Brasil no cenário internacional”, destacou.
Agenda legislativa no radar do setor
A ABEGS destacou pautas legislativas que estarão no foco da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao longo deste ano eleitoral e que devem avançar no Congresso Nacional até junho. Entre os temas prioritários estão a escala 6×1, o endividamento rural, a implementação da reforma tributária, o direito de propriedade e o licenciamento ambiental.
Abertura de mercados e posicionamento internacional
Entre os eixos centrais da atuação da entidade está a abertura e consolidação de mercados internacionais estratégicos, como Austrália, China, Guatemala, Equador, Filipinas, México, Peru e Vietnã.
As ações previstas incluem articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), apoio a missões internacionais, produção de material técnico e participação em feiras e agendas estratégicas. O objetivo é posicionar o Brasil como fornecedor competitivo de material genético suíno no mercado global.
Avanços sanitários e regulamentação
No campo sanitário, a entidade reforçou o acompanhamento das ações relacionadas ao Plano Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC), considerado estratégico para o fortalecimento do status sanitário nacional e para a ampliação do acesso a mercados internacionais.
A ABEGS também acompanha a implementação de normativas relevantes para o setor, como a atualização das regras para certificação de GRSC, que estabelece padrões sanitários e de qualidade genética.
Segue ainda no radar da entidade a regulamentação da legislação voltada ao material genético animal, considerada fundamental para garantir qualidade, biosseguridade e prevenção de doenças na reprodução.
Infraestrutura estratégica para o setor
Na área de infraestrutura, a entidade destacou as ações previstas para a Estação Quarentenária de Cananeia (EQC), incluindo melhorias estruturais, manutenção e iniciativas de promoção da estação, no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica celebrado com o MAPA em 2023 e recentemente renovado.
A EQC é considerada estratégica para assegurar o controle sanitário na entrada de material genético e contribuir para a proteção do rebanho nacional.
Rosa explica ainda as pautas trabalhadas pela entidade refletem um setor cada vez mais técnico, organizado e conectado com as demandas do mercado global. “Nosso foco é avançar com segurança sanitária, previsibilidade regulatória e abertura de mercados, fortalecendo a posição do Brasil como referência internacional em genética suinícola”, destaca o presidente da ABEGS.

